Porque Troquei o Karate Pelo Jiu-Jitsu: Minha Transformação nas Artes Marciais (Episódio 5)

Bare-Knuckle_Boxing

 

O Desafio do Método Antigo

Logo enfrentei outro obstáculo: a forma arcaica de ensinar Jiu Jitsu. As aulas eram uma verdadeira mistura da “técnica do dia”, que nunca conseguia memorizar nem encaixar no meu próprio jogo. E, antes que eu me achasse, começava o rola, até a morte! A intensidade até lembrava minhas sessões de luta em pé, onde o foco era vencer, nunca aprender. Meu corpo envelhecia, mas certas tradições não mudam.

 

 

 

 

A Ilusão do Ego

O Karate alimentava meu ego, mas o JiuJitsu o desmontava sem dó. Faixa azul ou não, você é esmagado, esticado e sufocado, às vezes por alguém que parece um cientista. O tap out não é derrota, é aprendizado.

 

A Realidade na Polícia

Tem outro detalhe desconfortável: na polícia, ser filmado acertando um chute na cabeça de um marginal mesmo em legítima defesa, fica horrível nas noticias da redde Globo. Sem contexto, só viraliza. Com o JiuJitsu, dá pra controlar, proteger e evitar o meme do chefe de polícia no WhatsApp. Acredite, é bem mais fácil explicar um estrangulamento de lapela num tribunal do que um chute giratório na cara.

Encontrando Meu Ritmo

Mesmo sendo difícil (meus ossos se lembram bem), conforme fui melhorando no grappling, comecei a amar. Aprendi a adaptar o treino para meu biotipo e idade, valorizando alavanca e técnica, não força bruta ou juventude.

Comunidade e Longevidade

Torneios de Karate são solitários. Academias de BJJ são comunidade. Quero rolar até os 70, não me aposentar porque o corpo se rebelou.

 

 

A Lógica da Sobrevivência

Nas artes marciais, na polícia, na vida, o JiuJitsu virou minha cola: técnica antes da força, inteligência antes da fúria, longevidade antes do atalho. Quem diria que o meu caminho nas Artes Marciais iria terminar no tatame, não no ringue?

 

https://youtu.be/M4Ra–wkuYw

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